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CARTA DOS PITAGUARY A SOCIEDADE CEARENSE

sexta-feira, 22 de março de 2013 | 0 comentários



Nós, índios Pitaguary, habitamos tradicionalmente o sopé da serra, entre os municípios cearenses de Maracanaú e Pacatuba. Distando aproximadamente 26 quilômetros de Fortaleza, nossa Terra Indígena (TI) está situada na Região Metropolitana da capital, tendo em seus arredores uma área caracterizada pela concentração de indústrias, empresas de mineração e crescente especulação imobiliária.

Nos últimos anos, nós, Pitaguary, temos enfrentado diferentes ataques à efetivação de nossos direitos, principalmente o acesso ao nosso território tradicional, que, embora em demarcação, ainda sofre pressões judiciais que impedem a conclusão do procedimento de regularização fundiária e a consequente desintrusão dos posseiros da área. Tal situação vem trazendo consequências graves para o nosso povo, tais como a crescente ocorrência de grandes obras e empreendimentos dentro da área ou nos limites da terra.
Dentre os principais problemas enfrentados por nós, Pitaguary, destacamos a existência de inúmeras pedreiras ativas nas proximidades do nosso território. Apesar dos grandes impactos socioambientais ocasionados por tais empreendimentos, os mesmos possuem autorização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE) para seu livre funcionamento. Segundo entendimento da SEMACE, a atividade de exploração de pedreiras é de médio impacto, e mesmo assim tem liberado licenças, como podemos ver abaixo.

O que prova isto é a seguinte situação: a empresa Britaboa ltda, que tenta operar na região, tem pedidos de renovação de Licença de Operação em 3/10/2007, 1/8/2011, 18/2/2010, 1/8/2011, 9/10/2012. Para que seja concedido esse tipo de licença, é necessária a apresentação de EIA/RIMA, só que esse não se encontra disponível na SEMACE, mesmo que a ativi dade não seja considerada de impacto relevante o que exigiria um estudo ambiental simplificado diferente do EIA/RIMA isso iria em contradição ao que exige a resolução CONAMA 01/86 art. 2 inciso IX e a resolução estadual do COEMA 08/04 que no anexo I define ser obrigatório a apresentação desse estudo par atividades Extração de Rochas de Uso Imediato na Construção Civil. Assim a pedreira também não pode funcionar por não se encaixar e cumprir estas condições.

Do mesmo modo, o Departamento Nacional de Produção Mineral-DNPM tem liberado as Concessões de Lavra sem realizar a consulta aos povos indígenas, desconsiderando, portanto, o que dispõe a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, que garante o processo de consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas sobre toda e qualquer medida que venha afetar direta ou indiretamente a vida das nossas populações indígenas.

Tais empresas, p or exemplo, são responsáveis por diversos problemas nas aldeias da Monguba e do Olho D’Água, tais como os desmatamentos, doenças respiratórias como asma, bronquite e gripe. São culpadas ainda por rachaduras nas paredes das casas, devido às constantes explosões das rochas. As nossas crianças indígenas são as mais afetadas.

Diante destas problemáticas, nós, índios Pitaguary, estamos há alguns anos lutando contra a reativação de uma antiga pedreira, desativada há mais de 20 anos, nas imediações de nossa Terra Indígena. A reabertura dessa pedreira vai prejudicar não apenas nós indígenas, mas toda a população residente em Monguba, haja vista que o uso de fortes explosivos põe em risco a vida de todos e causa prejuízos inestimáveis ao meio ambiente e à saúde de nossas populações.

Por conta de tantos absurdos, realizamos, desde novembro de 2011, a retomada do terreno que tinha sido invadido pelos proprietários da pedreir a Britaboa LTDA com a conivência do próprio estado, que há anos vem emitindo concessões de extração e liberando licenças de instalação para tais empreendimentos. Desde então, estamos sofrendo vários tipos de ameaças, tais como: visitas inesperadas, a algumas lideranças indígenas, por parte de policiais portando supostos recados dos proprietários da empresa; presença de carros suspeitos entrando sem permissão na área indígena; tiros nas proximidades, chegando inclusive a atingir um cachorro criado pelo pajé; tudo isso, além de várias outras ameaças e tentativas de intimidação.

Para agravar a inda mais a situação, nos últimos dias o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife, concedeu uma liminar que autoriza a Empresa Britaboa a explorar a área e determina a retirada imediata dos Pitaguary. Ocorre que essa pedreira está dentro do Território tradicional e faz parte de toda a nossa memória e do patrimônio cultural, sendo inclusive espaço para realização de nossos rituais.

Diante de tais problemas, nós povo indígena Pitaguary, convocamos todos e todas que se solidarizam com nossa luta a nos apoiar, divulgando esta carta e se fazendo presentes conosco no distrito de Monguba-Pacatuba CE-060,KM 15, no próximo dia 21/03 (sexta-feira), véspera da data marcada para a reintegração de posse. Esta luta não é só de nós, Pitaguary, mas de todos os que foram e são oprimidos pelo modo de vida capitalista. O que acontece neste momento em nossas terras ocorre também com populações urbanas que estão sendo brutalmente removidas. Estes males, não podemos negar, são causados pela ganância de uma elite que quer lucrar de qualquer forma. Nosso objetivo é fortalecer nossa resistência e impedir, mais uma vez, a reabertura da pedreira na Terra Indígena Pitaguary, bem como afirmar, com todas as nossas forças, que não sairemos do nosso território tradicional e que lá perm aneceremos até nosso último índio!
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MLT- MG: NOTA DE REPUDIO!!

terça-feira, 12 de março de 2013 | 0 comentários




O Movimento de Luta pela Terra - MG, vem por meio de esta repudiar a atitude de invasão ao Acampamento Chuvas do Amanhecer, ocorrida no dia 03 de fevereiro de 2013 por volta das 05h30min h da manhã por cerca de 20 homens comandados por antigos integrantes do movimento, os Senhores conhecidos como Nicolau, Evandro Matos, Veloso e Zé de Lourdes, esses homens comandaram uma ação vergonhosa numa área que há 10 anos o MLT-MG luta para torná-la em assentamento, esses senhores insatisfeitos com a reintegração de posse ocorrida em parte da Fazenda Estivinha no dia 17 de dezembro de 2012 deixaram o movimento acusando a Coordenação de os enganarem e de negociarem com o Fazendeiro a saída da propriedade, não obtendo sucesso nessas denuncias, essas pessoas passaram a reunir-se na cidade com ex-integrantes do MLT, e outras pessoas que no passado não aderiram ao movimento por discordar da sua organização política. Nós do MLT-MG entendemos que essa atitude é um retrocesso na luta pela reforma agrária, tentamos de várias formas resolverem esse conflito, no entanto a atitude dessas pessoas em não querer ouvir os coordenadores deixaram claro que o objetivo delas não é a passividade da luta, as famílias acampadas que não aderiram a este ato covarde, reuniram-se em assembléia no dia 05 de fevereiro no acampamento para discutirem o assunto, onde após relatos de que esses invasores estariam provocando uma situação de confronto, as mesmas decidiram saírem do Acampamento para não confrontá-los e evitarem um derramamento de sangue, e aguardarem uma posição dos órgãos responsáveis pela reforma agrária no estado para que se faça justiça a essas famílias acampadas que não puderam permanecerem em seus lares juntamente com seus Coordenadores Nacionais do MLT-MG, que estão impedidos de entrarem no acampamento e verem seus pertences pois os mesmos são acampados no local.   
                                                                           Uberlândia-MG, 13 de Fevereiro de 2013

Reforma e Justiça Agrária, Já!

Django Alves da Silva
Coordenação Nacional MLT
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Monocultura do eucalipto ataca trabalhadores rurais

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Os sem-terra do acampamento de Baixa Verde, em Eunápolis (Bahia), acusam sindicalistas e capangas de empresa de celulose de fazer ameaças, roubar animais e depredar cercas.
Por Isabel Harari
Foto divulgação da  internet
Especial para Caros Amigos
"As ameaças são constantes, com arma, tiro, gado roubado, cerca cortada, tudo que se possa imaginar", denuncia Juenildo Oliveira Farias, o Zuza, coordenador estadual do MLT (Movimento Luta pela Terra) e do acampamento Baixa Verde, sul da Bahia. Os ocupantes da área estão em conflito com integrantes da Fetag-BA (Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia), acusados pelos primeiros de estarem associados à expansão da monocultura de eucalipto na região.
Relatos indicam que as ameaças se iniciaram em outubro de 2010, após a Veracel Celulose S.A. perder na Justiça, em decisão de segunda instância, a posse da terra em favor das famílias do MLT. "A partir daí a Veracel tem recuado, e a Fetag atacado cada vez mais", acusa Zuza.
As 85 famílias do acampamento Baixa Verde, localizado na fazenda São Caetano, município de Eunápolis, vivem assustadas. Boletins de Ocorrência relatam ameaças verbais e físicas, roubo de animais e depredação de cercas, entre outros abusos. Em agosto de 2012, por exemplo, trabalhadores do acampamento foram impedidos de exercer seu serviço por um grupo de 12 pessoas portadoras de foices e facões, que ameaçavam atear fogo no trator se os moradores do Baixa Verde tentassem continuar seu trabalho.
O comandante do grupo foi identificado como o diretor da Fetag Ailton Queiroz Lisboa. No dia seguinte ao desse relato, outros dois trabalhadores afirmaram terem sido ameaçados. "Se tentassem arar a terra nesse momento ou no futuro, haveria derramamento de sangue", diz o Boletim de Ocorrência. Ailton nega o fato, "isso é uma mentira, nunca dei um tiro", declarou.

"As ameaças são constantes, com arma, tiro, gado roubado, cerca cortada, tudo que se possa imaginar"

Zuza conta ter sofrido um atentado em dezembro de 2011. Uma moto veio em direção ao veículo que dirigia, obrigando-o a desviar e, consequentemente, capotar o carro. Desde então, ele e sua família sofrem ameaças de morte. Todos os acontecimentos são notificados às autoridades. Cartas e cópias de ocorrências foram entregues às Polícias Civil e Militar da Bahia, Ministério Público Estadual, Secretaria de Segurança Pública, Ministério da Justiça, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Polícia Federal. Ainda assim, nenhuma providência foi tomada pelos órgãos oficiais.
Em abril de 2011, o MLT emitiu um ofício à Fetag exigindo a intervenção urgente de sua diretoria no caso, a retirada da bandeira da entidade do acampamento e a produção de uma nota pública que esclareça os acontecimentos e sua relação com a Veracel. "A ação desse grupo tem como objetivo prejudicar o andamento do processo de legalização das terras devolutas do Estado e o assentamento das famílias que tem real perfil de trabalhadores rurais", diz o texto produzido pelo MLT.
Briga pela terra
Ainda em 2010 a Veracel entrou na Justiça exigindo a revisão da decisão que garantiu a posse da terra aos moradores do Baixa Verde. O processo se encontra até hoje no Ministério Público da Bahia, impedindo a assinatura do juiz e impossibilitando a retomada da terra pelo Estado e sua consequente demarcação. As 85 famílias ainda vivem em tendas de plástico preto, sem direito a crédito público para construírem suas casas ou para a produção.
Atualmente, a Veracel, por meio do governo do estado da Bahia, propõe um novo acordo com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), segundo o qual a empresa venderia cerca de 10 mil hectares de terra para o órgão, que os destinaria aos sem-terra da região. As terras do Baixa Verde estariam contempladas no acordo (ainda verbal e sem nenhuma garantia), logo, o processo que garante sua posse aos moradores do acampamento seria invalidado. A área, portanto, não mais seria considerada terra devoluta indevidamente apropriada para o plantio de eucalipto.
Segundo o MLT, o acordo, se concretizado, serviria para melhorar a imagem da empresa – que contabiliza pelo menos dois mil processos no Ministério Público da Bahia, segundo levantamento do CEPEDES (Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia) – diante da opinião pública, movimentos de luta pela terra e, principalmente, órgãos certificadores. A Veracel depende do selo oficial para a exportação de celulose e para embasar a exportação da propaganda "socialmente justa". Quase a totalidade – 98% – da produção da empresa é destinada ao exterior, principalmente para a Europa, Estados Unidos e China.
"Nós temos a preocupação de que a Fetag, apesar de ser um movimento sindical, esteja sendo financiada pelo eucalipto", diz Zuza. Segundo ele, a confirmação do envolvimento da Veracel com a Fetag veio de um relato do diretor desta, Ailton Queiroz Lisboa, que declarou em audiência com a ouvidoria agrária que a empresa de celulose ofereceu a área do acampamento mesmo tendo perdido a manutenção de sua posse. "Existe um jogo, uma tentativa de boicote por parte da empresa, inclusive financiando um movimento sindical para descaracterizar a nossa luta", completa o dirigente do MTL.
Ailton nega a relação da Fetag com a Veracel. Segundo ele, a Fetag tem um histórico de luta pela terra e atualmente, por meio do governo do Estado, negocia a posse de novos lotes para as famílias cadastradas, "o nosso diálogo é com o governo, não com a Veracel", disse. "Se Veracel quiser doar terras, nós queremos", completou.
Sobre as acusações acerca dos conflitos entre os participantes da Fetag e os moradores do Baixa Verde declarou que Zuza "quer criar um fato para ficar com área sozinho". Ailton disse que Zuza possui um ponto de táxi em Anápolis, cujo alvará foi cedido em troca de um lote de terra, e que os donos – três fazendeiros-, além de pagarem aluguel sobre o pasto, são responsáveis pela quebra de cercas e a consequente perda de animais pertencentes ás famílias da Fetag. "Zuza quer colocar o pessoal da Fetag como bandidos. Ele é problemático, maluco e autoritário", completou.
Expansão do eucalipto
No ano 2000, a Aracruz, principal exportadora de celulose do Brasil, comprou a parcela da Odebrecht na Veracruz, e criou a Veracel. A Aracruz, que passou a se chamar Fibria, mantém desde 2005 o projeto Veracel, joint-venture com o grupo Stora-Enzo. A empresa tem 172.982 hectares de eucalipto plantados, distribuídos em 11 municípios do sul da Bahia. A fábrica, com sede em Eunápolis, município onde está o acampamento Baixa Verde, produz 1,2 milhão de toneladas de celulose branqueada por ano, número que pode ser aumentado para 2,7 milhões de toneladas, o que significa uma expansão de 107 mil hectares de plantação em mais seis municípios.

Segundo o promotor do Ministério Público Estadual de Eunápolis, João Alves da Silva Neto, a Veracel realiza "atividades típicas de crime organizado"

Em setembro de 2010, a Fibria Celulose doou R$ 40 mil para a campanha do então candidato a deputado federal Edson Sampaio Pimenta, na época tesoureiro da Fetag. Para o diretor do MLT, essa é uma prova do envolvimento do movimento sindical com as empresas. "Foram R$ 40 mil que ele [Edson] recebeu da monocultura de eucalipto. E foi eleito deputado. Fora isso não temos mais nada [de provas], a não ser a palavra do dirigente da Fetag que recebeu a doação das terras do acampamento", disse.
Segundo o promotor do Ministério Público Estadual de Eunápolis, João Alves da Silva Neto, a Veracel realiza "atividades típicas de crime organizado". Os processos contabilizam violações trabalhistas e licenças ambientais irregulares, além de denúncias de coerção de trabalhadores para que estes assinassem contratos de arrendamento, permitindo que a empresa plantasse eucalipto em suas propriedades. "Os jornais locais não publicam nada, porque todo mundo é financiado pela própria Veracel. E nós aqui à mercê", desabafou Zuza.
A Veracel não tem licença regular para ocupar toda a área plantada pelo eucalipto. Em 2012, no entanto, recebeu uma licença prévia do estado da Bahia para realizar suas metas de expansão iniciadas em 2007, contrariando a decisão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Em 2011, o mesmo Inema produziu um relatório rejeitando a ampliação da empresa e exigindo maiores dados acerca de seus planos.
A licença prévia foi concedida sem que as informações solicitadas pelo órgão fossem atendidas. A expansão da monocultura do eucalipto é apoiada inclusive pelo governador do estado, Jacques Wagner (PT). Em 2008, ele viajou para a Suécia com o objetivo de acalmar os acionistas da Stora-Enzo/Veracel diante das pressões dos movimentos sociais e outras instituições que barravam os projetos da joint-venture. Para Débora Lerrer e John Wilkinson, em artigo sobre a Stora Enzo, "o governador Jacques Wagner tem seguido a estratégia do governo federal, de mudar a equipe para garantir que as licenças ambientais sejam concedidas mais rapidamente, com vistas a atingir as metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)".
Especialistas alertam que o impacto da monocultura de eucalipto estende-se para além das implicações ambientais, como a contaminação do solo, das águas, diminuição da fertilidade da terra e seus minerais, entre outros. A retirada da população de sua terra acarreta também na perda de seus meios de subsistência.
De acordo com uma pesquisa realizada pela própria Veracel e divulgada pelo Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM), em Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, por exemplo, apenas 56 dos 193 trabalhadores permaneceram na propriedade adquirida pela empresa, e o número de moradores caiu de 240 para 14 em 2012. Em Porto Seguro, os empregados em terras da Veracel diminuíram de 88 para dois, e os moradores de 138 para apenas nove. O êxodo rural e o consequente aumento da população urbana geram desemprego, pobreza e criminalidade. "Eles só veem o interesse do capital, o interesse da empresa e da monocultura de celulose", conclui Zuza.
Isabel Harari é estudante de jornalismo.
 fonte:carosamigos.terra.com.br
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Tensão na Divisa entre Icapuí-Ce e Tibau-RN

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A população da divisa entre o Ceará e o Rio Grande do Norte localizado em território entre as cidades de Icapuí-Ce e Tibau-RN vivem momentos de angústia e tensão com a decisão judicial de reintegração de posse reivindicada na Comarca da Justiça de Icapuí-Ce e Comarca da Justiça de Areia Branca-RN por um homem conhecido pelo o alcunha de Nóbrega, do qual se intitula o proprietário das terras onde essa população está instalada a mais ou menos 13 anos.

Os moradores aflitos fizeram uma paralização na RN-013, na altura da entrada da RN que dar acesso a Empresa Agrícula Famosa interrompendo o trânsito de veículos entre as cidade de Tibau-RN e Mossoro-RN.
O vereador Marcos Nunes do PCdoB de Icapuí e o Deputado Estadual do Ceará Lula Morais também do PCdoB participaram de uma grande reunião que aconteceu na casa de farinha de Vila União, último dia 23 de fevereiro de 2013. O encontro foi promovido pelos moradores atingidos pela decisão e estiveram presentes ainda os vereadores de Icapuí, Kleiton Pereira do PMDB e Hélio Fernades do PT, além de outras autoridades do Rio Grande do Norte.
A decisão judicial de reitegração de posse atinge a população de Vila Nova 1 e 2, Vila União e Ariza, onde boa parte estão no território de Icapuí-Ce. O movimento dos moradores já recorreu da decisão na Comarca de Areia Branca-RN e em breve recorrará também na Comarca de Icapuí-Ce. Eles prometem ir à Câmara de Vereadores de Icapuí no próximo dia 01 de março de 2013 pedir mais apoio as autoridades Icapuienses.
 Fonte: carosamigos.terra.com.br
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MLT-Ce: entrega requerimento a Câmara Municipal de Vereadores de Potengi para criação de Comissão Parlamentar de Agricultura,Meio Ambiente, Trabalho e Geração de Renda

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 | 1comentários

O jovem Edson Veriato entrega requerimento para Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Potengi



Edson Veriato/ Leonir Bezera

 
É na juventude que uma sociedade deposita as maiores esperanças de vivermos em um mundo melhor no futuro, por outro lado, é também neste segmento, de 16 a 29 anos, que infelizmente encontramos mais ocorrência dos principais problemas da atualidade.

Entre os jovens estão os maiores índices de usuários de álcool, cigarros e drogas; causadores e vítimas de acidentes de trânsito. Também são os jovens os que mais sofrem com o desemprego; e os que entram para a criminalidade.

Esta grande contradição entre a esperança nas novas gerações e a triste realidade urbana e Rural encontrada nas estatísticas, gera a necessidade de que o poder público e a sociedade civil definam planos e ações direcionadas a proteger, capacitar e gerar oportunidades aos jovens, de modo a mudar estes números. Este conjunto de planejamentos e ações dos governos com o apoio da população são as políticas públicas para a juventude, ou P.P.J.

Considerar as políticas públicas para a juventude ações direcionadas somente a um segmento da sociedade ou grupo de interesse, é um equivoco, pois os jovens podem ser considerados o futuro de todos nós, sendo que as ações geram conseqüências em toda comunidade. Beneficiando toda a família, melhorando a qualidade de vida, diminuindo a criminalidade e contribuindo para a economia em geral.

Falar em PPJ é tratar de desenvolvimento de ações direcionadas em diversas áreas de interesse público. Por exemplo, na área de educação, possibilitando que as escolas, além do conhecimento formal, gerem capacitação e profissionalização aos estudantes.

Outro exemplo, são os incentivos ao esporte por meio do apoio aos atletas, construção de centros esportivos e parques, estas políticas públicas para a juventude na área de esportes geram excelentes resultados para a saúde e para a qualidade de vida.

Além das políticas que atingem as principais áreas de serviço público de uma cidade, como educação, saúde, empregabilidade e cultura. As PPJ também abrangem assuntos novos de grande relevância como, por exemplo, as políticas de inclusão digital, que beneficiam todas as pessoas interessadas em adquirir conhecimentos sobre informática e internet, qualificando-as para o estudo e mercado de trabalho.

Diante de tudo é necessário que, antes que as condições dos jovens se tornem críticas e as conseqüências irreversíveis, ocorra um grande pacto entre os governos, os políticos, a iniciativa privada, organizações não governamentais e a sociedade em geral para elevarmos as políticas públicas para a juventude a um lugar de destaque no debate político Potengiense, ocupando definitivamente seu espaço no planejamento do Município.

Conscientizando ainda, que além de prevenir gastos reparatórios com o poder judiciário, com aumento da criminalidade, construção presídios e perda da qualidade de vida, os custos com o desenvolvimento de políticas públicas para a juventude, não representam gastos e sim um grande investimento no futuro do Brasil.
 Neste sentido construímos um debate em cima da necessidade da juventude e chegamos a conclusão que se faz necessário a criação da Comissão Parlamentar de Juventude e Esporte na Câmara Municipal de Vereadores de Potengi, como também a criação da Comissão Parlamentar de Agricultura, Meio Ambiente, Trabalho e Geração de Renda, onde enviamos para Presidente da Camara Municipal de Vereadores "Leonir Cavalcante",  dois Requerimentos solicitando a criação das Comissões, os requerimentos será apresentado para a casa   na  Quarta-Feira(27) na reunião da Câmara Municipal.  
Convocamos toda população para juntos defender e  fortalecer as reenvidicações.
Dia: 27/02/2013
Hora: 19:00hs
Local: Câmara Municipal de Vereadores 

Assinam os Requerimentos

Atitude Revolucionaria Socialista ARS
União da Juventude Socialista - UJS 
Ibitiara Esporte Clube-I.E.C
Sindicato dos Trabalhadores Rurais- STTR
 Federação das Entidades Comunitárias do Município de Potengi-FECEMP
 Movimento de Luta Pela Terra-MLT
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Hino do MLT

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 | 0 comentários


Companheiro e Companheira essa terra é de primeira boa de nos trabalhar.
Já sofremos até derrotas mas a gente não importa vamos ter que conquistar.
Sofre nesse acampamento ameaças e tormentos, mas é claro está na vista.
Entenda como quiser, mas nois “comi” esse filé pra provar nossa conquista.
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
O movimento da Terra sobe morro desce serra só não vê quem não quer
Está tudo organizado muito bem acompanhado, homem, menino, mulher
Agradeço a meus amigos que vem junto comigo, nessa luta pra valer
Tirando o pão para o sustento, todo nosso acampamento é com o MLT.
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Se for dura essa batalha a gente pega nas armas não dá pra ser diferente
Fazendeiro tem dinheiro compra arma no estrangeiro pra poder matar a gente
A classe trabalhadora é mais sofredora e já começa a perceber
Que somos a maioria e que vai chegar o dia com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLTCompanheiro e Companheira essa terra é de primeira boa de nos trabalhar.
Já sofremos até derrotas mas a gente não importa vamos ter que conquistar.
Sofre nesse acampamento ameaças e tormentos, mas é claro está na vista.
Entenda como quiser, mas nois “comi” esse filé pra provar nossa conquista.
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
O movimento da Terra sobe morro desce serra só não vê quem não quer
Está tudo organizado muito bem acompanhado, homem, menino, mulher
Agradeço a meus amigos que vem junto comigo, nessa luta pra valer
Tirando o pão para o sustento, todo nosso acampamento é com o MLT.
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Se for dura essa batalha a gente pega nas armas não dá pra ser diferente
Fazendeiro tem dinheiro compra arma no estrangeiro pra poder matar a gente
A classe trabalhadora é mais sofredora e já começa a perceber
Que somos a maioria e que vai chegar o dia com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
Sai ou não sai
Vai sair pra você ver
Todo nosso acampamento é com o MLT
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Fotos do curso de Formação do MLT Nacional

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Hino do MLT

Companheiro e Companheira essa terra é de primeira boa de nos trabalhar.

Já sofremos até derrotas mas a gente não importa vamos ter que conquistar.

Sofre nesse acampamento ameaças e tormentos, mas é claro está na vista.

Entenda como quiser, mas nois “comi” esse filé pra provar nossa conquista.

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

O movimento da Terra sobe morro desce serra só não vê quem não quer

Está tudo organizado muito bem acompanhado, homem, menino, mulher

Agradeço a meus amigos que vem junto comigo, nessa luta pra valer

Tirando o pão para o sustento, todo nosso acampamento é com o MLT.

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

Se for dura essa batalha a gente pega nas armas não dá pra ser diferente

Fazendeiro tem dinheiro compra arma no estrangeiro pra poder matar a gente

A classe trabalhadora é mais sofredora e já começa a perceber

Que somos a maioria e que vai chegar o dia com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLTCompanheiro e Companheira essa terra é de primeira boa de nos trabalhar.

Já sofremos até derrotas mas a gente não importa vamos ter que conquistar.

Sofre nesse acampamento ameaças e tormentos, mas é claro está na vista.

Entenda como quiser, mas nois “comi” esse filé pra provar nossa conquista.

Sai ou não sai

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Todo nosso acampamento é com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

O movimento da Terra sobe morro desce serra só não vê quem não quer

Está tudo organizado muito bem acompanhado, homem, menino, mulher

Agradeço a meus amigos que vem junto comigo, nessa luta pra valer

Tirando o pão para o sustento, todo nosso acampamento é com o MLT.

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Todo nosso acampamento é com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

Se for dura essa batalha a gente pega nas armas não dá pra ser diferente

Fazendeiro tem dinheiro compra arma no estrangeiro pra poder matar a gente

A classe trabalhadora é mais sofredora e já começa a perceber

Que somos a maioria e que vai chegar o dia com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

Sai ou não sai

Vai sair pra você ver

Todo nosso acampamento é com o MLT

Entrevista com Afonso Florence, Min. do Desenvolvimento Agrário






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